{"id":313,"date":"2017-03-14T17:21:47","date_gmt":"2017-03-14T17:21:47","guid":{"rendered":"http:http:parps.pt\/\/?p=313"},"modified":"2017-03-14T17:21:47","modified_gmt":"2017-03-14T17:21:47","slug":"expropriacao-litigiosa-decisao-arbitral-caso-julgado-classificacao-do-solo-justa-indemnizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parps.pt\/es\/expropriacao-litigiosa-decisao-arbitral-caso-julgado-classificacao-do-solo-justa-indemnizacao\/","title":{"rendered":"EXPROPRIA\u00c7\u00c3O LITIGIOSA. DECIS\u00c3O ARBITRAL. CASO JULGADO. CLASSIFICA\u00c7\u00c3O DO SOLO. JUSTA INDEMNIZA\u00c7\u00c3O."},"content":{"rendered":"<p>Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o do Porto<br \/>\nRelator: CARLOS QUERIDO<br \/>\nData do Acord\u00e3o: 17-11-2014<br \/>\nI &#8211; Revela-se pac\u00edfico na jurisprud\u00eancia o entendimento de que a decis\u00e3o arbitral tem natureza jurisdicional, funcionando como tribunal arbitral necess\u00e1rio, da\u00ed decorrendo como corol\u00e1rio l\u00f3gico a conclus\u00e3o de que ao ac\u00f3rd\u00e3o arbitral s\u00e3o aplic\u00e1veis em sede de recurso as normas do CPC, sendo o poder de cogni\u00e7\u00e3o do juiz delimitado pela alega\u00e7\u00e3o do recorrente e transitando em julgado tudo o que se revelar desfavor\u00e1vel para a parte n\u00e3o recorrente.<br \/>\nII &#8211; A mesma unanimidade n\u00e3o se verifica quanto ao \u00e2mbito do caso julgado, confrontando-se na jurisprud\u00eancia tr\u00eas orienta\u00e7\u00f5es: i) a que defende a ocorr\u00eancia do tr\u00e2nsito em julgado apenas relativamente ao valor da indemniza\u00e7\u00e3o; ii) a que defende que tamb\u00e9m transitam em julgado os par\u00e2metros que suportam o c\u00e1lculo da indemniza\u00e7\u00e3o, nomeadamente a qualifica\u00e7\u00e3o do solo; iii) a que defende que a classifica\u00e7\u00e3o do solo, bem como outros par\u00e2metros de avalia\u00e7\u00e3o, constituir\u00e3o caso julgado apenas e na medida em que sejam pressuposto ou antecedente l\u00f3gico da decis\u00e3o.<br \/>\nIII &#8211; No que respeita especificamente \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o dos solos, h\u00e1 ainda quem considere que envolve um ju\u00edzo de \u201cqualifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica\u201d insuscept\u00edvel de vincular o julgador, tornando leg\u00edtima, em sede de recurso, nos termos do n.\u00ba 3 do artigo 5.\u00ba do CPC, a altera\u00e7\u00e3o de tal classifica\u00e7\u00e3o pelo tribunal.<br \/>\nIV &#8211; Dever\u00e1 entender-se, no que concerne aos crit\u00e9rios que suportam a conclus\u00e3o jur\u00eddica em que se traduz a justa indemniza\u00e7\u00e3o, que o caso julgado da decis\u00e3o arbitral apenas abrange os fundamentos que constituem pressuposto ou antecedente l\u00f3gico da mesma.<br \/>\nV &#8211; Em suma, a quest\u00e3o resume-se a averiguar se determinado factor analisado no ac\u00f3rd\u00e3o arbitral constitui ou n\u00e3o pressuposto necess\u00e1rio e fundamentador da decis\u00e3o, ou premissa essencial da conclus\u00e3o jur\u00eddica em que se traduz a parte dispositiva da senten\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrp.nsf\/56a6e7121657f91e80257cda00381fdf\/77863a7c421b24a180257d9c005a4ca8?OpenDocument\" target=\"_blank\">Texto integral.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o do Porto Relator: CARLOS QUERIDO Data do Acord\u00e3o: 17-11-2014 I &#8211; Revela-se pac\u00edfico na jurisprud\u00eancia o entendimento de que a decis\u00e3o arbitral tem natureza jurisdicional, funcionando como tribunal arbitral necess\u00e1rio, da\u00ed decorrendo como corol\u00e1rio l\u00f3gico a conclus\u00e3o de que ao ac\u00f3rd\u00e3o arbitral s\u00e3o aplic\u00e1veis em sede de recurso as normas do CPC, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/313"}],"collection":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=313"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":314,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/313\/revisions\/314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}