{"id":347,"date":"2017-03-14T17:52:38","date_gmt":"2017-03-14T17:52:38","guid":{"rendered":"http:http:parps.pt\/\/?p=347"},"modified":"2017-03-14T17:52:38","modified_gmt":"2017-03-14T17:52:38","slug":"acidente-ferroviario-dano-causado-por-animal-liquidacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parps.pt\/es\/acidente-ferroviario-dano-causado-por-animal-liquidacao\/","title":{"rendered":"ACIDENTE FERROVI\u00c1RIO. DANO CAUSADO POR ANIMAL. LIQUIDA\u00c7\u00c3O."},"content":{"rendered":"<p>Supremo Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Relator:\u00a0\u00a0 \u00a0SERRA BAPTISTA<\/p>\n<p>Data do Acord\u00e3o:\u00a0\u00a0 \u00a011\/14\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. No tocante aos danos provocados por animais pode distinguir-se a diversidade de situa\u00e7\u00f5es previstas nos arts 493.\u00ba (presun\u00e7\u00e3o de culpa do que tiver assumido o encargo de vigil\u00e2ncia de quaisquer animais, estando-se, ent\u00e3o, em sede de responsabilidade delitual) e 502.\u00ba, ambos do CC (responsabilidade com base no risco daquele que, no seu pr\u00f3prio interesse, utilizar quaisquer animais desde que os danos resultem do perigo especial que envolve a sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2. O propriet\u00e1rio que tiver o poder de facto sobre o animal, a ele lhe incumbindo a respectiva vigil\u00e2ncia, pode incorrer em responsabilidade delitual se caso disso for e se n\u00e3o se provar que nenhuma culpa houve da sua parte ou que os danos se teriam ainda verificado mesmo que n\u00e3o houvesse culpa sua.<\/p>\n<p>3. O art. 493.\u00ba do CC tem em vista os animais que, por sua natureza, est\u00e3o sujeitos \u00e0 guarda e vigil\u00e2ncia dos respectivos donos (ou de outrem sobre quem recaia tal obriga\u00e7\u00e3o). Presumindo-se que o seu guarda tem culpa no facto causador do dano, dado ter o animal sob a sua cust\u00f3dia, pelo que deve tomar as medidas necess\u00e1rias para evitar aquele preju\u00edzo.<\/p>\n<p>4. O art. 502.\u00ba tem em vista aquele que utiliza os animais no seu pr\u00f3prio interesse, sendo, ainda necess\u00e1rio que o dano proceda do perigo especial que envolve a sua utiliza\u00e7\u00e3o. Assentando tal responsabilidade no risco que se cria, em rela\u00e7\u00e3o a terceiro, com a utiliza\u00e7\u00e3o perigosa dos animais.<\/p>\n<p>5. Podendo qualquer uma destas responsabilidades n\u00e3o excluir a outra.<\/p>\n<p>6. Apurado o dano, mas n\u00e3o resultando da mat\u00e9ria de facto provada a sua quantifica\u00e7\u00e3o, nem se concluindo que o respectivo e espec\u00edfico montante n\u00e3o possa, ainda, ser factualmente averiguado, n\u00e3o deve o Tribunal socorrer-se do preceituado no art. 566.\u00ba, n\u00ba 3 do CPC, mas antes do prescrito no art. 661.\u00ba, n\u00ba 2 do mesmo diploma legal. Sendo poss\u00edvel ao Tribunal condenar no que se liquidar, mesmo que o pedido em causa tenha sido formulado em quantia certa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/8779705b24ba7e4980257c24003317b9?OpenDocument\">Texto integral.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Supremo Tribunal de Justi\u00e7a. Relator:\u00a0\u00a0 \u00a0SERRA BAPTISTA Data do Acord\u00e3o:\u00a0\u00a0 \u00a011\/14\/2013 &nbsp; 1. No tocante aos danos provocados por animais pode distinguir-se a diversidade de situa\u00e7\u00f5es previstas nos arts 493.\u00ba (presun\u00e7\u00e3o de culpa do que tiver assumido o encargo de vigil\u00e2ncia de quaisquer animais, estando-se, ent\u00e3o, em sede de responsabilidade delitual) e 502.\u00ba, ambos do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347"}],"collection":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=347"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":348,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347\/revisions\/348"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}