{"id":349,"date":"2017-03-14T17:53:13","date_gmt":"2017-03-14T17:53:13","guid":{"rendered":"http:http:parps.pt\/\/?p=349"},"modified":"2017-03-14T17:53:13","modified_gmt":"2017-03-14T17:53:13","slug":"acidente-de-viacao-indemnizacao-de-perdas-e-danos-arbitramento-de-reparacao-provisoria-dano-biologico-danos-nao-patrimoniais-calculo-da-indemnizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parps.pt\/es\/acidente-de-viacao-indemnizacao-de-perdas-e-danos-arbitramento-de-reparacao-provisoria-dano-biologico-danos-nao-patrimoniais-calculo-da-indemnizacao\/","title":{"rendered":"ACIDENTE DE VIA\u00c7\u00c3O. INDEMNIZA\u00c7\u00c3O DE PERDAS E DANOS. ARBITRAMENTO DE REPARA\u00c7\u00c3O PROVIS\u00d3RIA. DANO BIOL\u00d3GICO. DANOS N\u00c3O PATRIMONIAIS. C\u00c1LCULO DA INDEMNIZA\u00c7\u00c3O."},"content":{"rendered":"<p>Supremo Tribunal de Justi\u00e7a<\/p>\n<p>Relator:\u00a0\u00a0 \u00a0GARCIA CALEJO<\/p>\n<p>Data do Acord\u00e3o:\u00a0\u00a0 \u00a012\/02\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>I &#8211; Face ao estatu\u00eddo no art. 405.\u00ba, n.\u00ba 2, do CPC, no caso de arbitramento de repara\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria (nos termos dos arts. 403.\u00ba e segs. daquele c\u00f3digo), a decis\u00e3o final da ac\u00e7\u00e3o de indemniza\u00e7\u00e3o deve condenar o lesado a restituir, a quem o reparou provisoriamente, a import\u00e2ncia que recebeu a mais.<\/p>\n<p>II &#8211; Se uma das parcelas da condena\u00e7\u00e3o da seguradora\/r\u00e9 se mant\u00e9m il\u00edquida, a devolu\u00e7\u00e3o do art. 405.\u00ba, n.\u00ba 2, do CPC, apenas se materializar\u00e1 quando essa parcela se tornar l\u00edquida e caso se revele que a indemniza\u00e7\u00e3o global definitiva \u00e9 inferior \u00e0 estabelecida provisoriamente; significa isto que a restitui\u00e7\u00e3o (a existir) s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel ap\u00f3s a liquida\u00e7\u00e3o da parcela il\u00edquida.<\/p>\n<p>III &#8211; O dano biol\u00f3gico \u00e9 um preju\u00edzo que se repercute nas potencialidades e qualidade de vida do lesado, afectando-lhe o seu viver quotidiano na sua vertente laboral, recreativa, sexual, social e sentimental. \u00c9 um dano que determina perda das faculdades f\u00edsicas e at\u00e9 intelectuais em termos de futuro, defici\u00eancias que se agravar\u00e3o com a idade do ofendido. Em termos profissionais conduz este dano o lesado uma posi\u00e7\u00e3o de inferioridade no confronto com as demais pessoas no mercado de trabalho, exigindo-lhe um maior esfor\u00e7o para o desenvolvimento da sua labora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>IV &#8211; O dano biol\u00f3gico \u00e9 indemniz\u00e1vel per si, independentemente de se verificarem, ou n\u00e3o, as consequ\u00eancias em termos de diminui\u00e7\u00e3o de proventos por parte do lesado.<\/p>\n<p>V &#8211; A indemniza\u00e7\u00e3o por danos n\u00e3o patrimoniais deve ser fixada de forma equilibrada e ponderada, atendendo em qualquer caso (quer haja culpa ou mera culpa do lesante) ao grau de culpabilidade do ofensor, \u00e0 situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica deste e do lesado e demais circunst\u00e2ncias do caso, como, por exemplo, o valor actual da moeda.<\/p>\n<p>VI &#8211; Neste \u00e2mbito o valor da indemniza\u00e7\u00e3o deve visar compensar realmente o lesado pelo mal causado, donde resulta que o valor da indemniza\u00e7\u00e3o deve ter um alcance significativo e n\u00e3o ser meramente simb\u00f3lico, tendo por finalidade proporcionar um certo desafogo econ\u00f3mico ao lesado que de algum modo contrabalance e mitigue as dores, desilus\u00f5es, desgostos e outros sofrimentos suportados e a suportar por ele, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida, fazendo eclodir nele um certo optimismo que lhe permita encarar a vida de uma forma mais positiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jstj.nsf\/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814\/92c9e3f86995513380257c35004cd1f5?OpenDocument\">Texto integral.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Supremo Tribunal de Justi\u00e7a Relator:\u00a0\u00a0 \u00a0GARCIA CALEJO Data do Acord\u00e3o:\u00a0\u00a0 \u00a012\/02\/2013 &nbsp; I &#8211; Face ao estatu\u00eddo no art. 405.\u00ba, n.\u00ba 2, do CPC, no caso de arbitramento de repara\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria (nos termos dos arts. 403.\u00ba e segs. daquele c\u00f3digo), a decis\u00e3o final da ac\u00e7\u00e3o de indemniza\u00e7\u00e3o deve condenar o lesado a restituir, a quem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349"}],"collection":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=349"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":350,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349\/revisions\/350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}