{"id":337,"date":"2017-03-14T17:50:57","date_gmt":"2017-03-14T17:50:57","guid":{"rendered":"http:http:parps.pt\/\/?p=337"},"modified":"2017-03-14T17:50:57","modified_gmt":"2017-03-14T17:50:57","slug":"sociedade-desconsideracao-da-personalidade-juridica-garantias-de-creditos-do-trabalhador-retribuicao-ajudas-de-custo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parps.pt\/it\/sociedade-desconsideracao-da-personalidade-juridica-garantias-de-creditos-do-trabalhador-retribuicao-ajudas-de-custo\/","title":{"rendered":"SOCIEDADE. DESCONSIDERA\u00c7\u00c3O DA PERSONALIDADE JUR\u00cdDICA. GARANTIAS DE CR\u00c9DITOS DO TRABALHADOR. RETRIBUI\u00c7\u00c3O. AJUDAS DE CUSTO."},"content":{"rendered":"<p>Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa<\/p>\n<p>Data do Acord\u00e3o: 08-10-2014<\/p>\n<p>Relator: JOSE EDUARDO SAPATEIRO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>I \u2013 A gest\u00e3o danosa, quando conexionada com a responsabiliza\u00e7\u00e3o pessoal dos 4.\u00ba a 7.\u00ba R\u00e9us, na sua qualidade de s\u00f3cios e\/ou administradores\/gerentes, n\u00e3o pode ou deve ser somente configurada \u00e0 luz da desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, podendo e devendo, em fun\u00e7\u00e3o dos factos alegados e dados como assentes, ser tamb\u00e9m reconduzido ao regime dos artigos 334.\u00ba e 335.\u00ba do C\u00f3digo do Trabalho de 2009 e 78.\u00ba, 79.\u00ba e 83.\u00ba do C\u00f3digo das Sociedades Comerciais, convindo lembrar, a este prop\u00f3sito, que segundo o artigo 664.\u00ba do C\u00f3digo de Processo Civil de 1961, \u00abO juiz n\u00e3o est\u00e1 sujeito \u00e0s alega\u00e7\u00f5es das partes no tocante \u00e0 indaga\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o das regras de direito; mas s\u00f3 pode servir-se dos factos articulados pelas partes, sem preju\u00edzo do disposto no artigo 264\u00ba.\u00bb<br \/>\nII \u2013 Os cr\u00e9ditos reclamados pelos Autores constituem retribui\u00e7\u00f5es e outras presta\u00e7\u00f5es de cariz laboral devidos por for\u00e7a do contrato de trabalho e\/ou como contrapartida da atividade pelos mesmos desenvolvida para a 1.\u00aa R\u00e9, o que faz esta cair numa situa\u00e7\u00e3o de incumprimento, conforme se mostra prevista nos artigos 323.\u00ba e 324.\u00ba do C\u00f3digo do Trabalho de 2009, ressaltando dos autos que a empregadora, ap\u00f3s ter entrado em mora contratual \u2013 que acabou por motivar a resolu\u00e7\u00e3o, com invoca\u00e7\u00e3o de justa causa, por parte dos trabalhadores dos respetivos v\u00ednculos jur\u00eddico-profissionais \u2013, incorreu na pr\u00e1tica de atos de transmiss\u00e3o ou disposi\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f3nio social que se mostram proibidos pelos n\u00fameros 2 e 3 do artigo 324.\u00ba e n\u00famero 1, al\u00edneas d) e e) do artigo 313.\u00ba, o que acarreta a sua anulabilidade.<br \/>\nIII \u2013 A 4.\u00aa R\u00e9, enquanto gerente da 1.\u00aa R\u00e9, atuou em clara viola\u00e7\u00e3o de normas legais que protegem os interesses dos credores da mesma, numa gest\u00e3o danosa para a satisfa\u00e7\u00e3o dos seus direitos de cr\u00e9dito, que se reconduz ao estatu\u00eddo nos n\u00fameros 2 do artigo 335.\u00ba do C\u00f3digo do Trabalho de 2009 e 78.\u00ba e 79.\u00ba do C\u00f3digo das Sociedades Comerciais, implicando, nessa medida, que responda solid\u00e1ria e conjuntamente com tal sociedade, pelas d\u00edvidas que esta tem para com os aqui Autores, revelando-se o patrim\u00f3nio conhecido manifestamente insuficiente para cobrir o montante global dos cr\u00e9ditos reclamados pelos trabalhadores na a\u00e7\u00e3o principal.<br \/>\nIV \u2013 A presun\u00e7\u00e3o contida no n\u00famero 3 do artigo 258.\u00ba do C\u00f3digo do Trabalho de 2009 permite atribuir o cariz retributivo a uma dada presta\u00e7\u00e3o paga pelo empregador ao trabalhador mas n\u00e3o lhe confere a categoria de retribui\u00e7\u00e3o-base.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrl.nsf\/33182fc732316039802565fa00497eec\/425a31b997df7f0180257d70004b5843?OpenDocument\">Texto Integral.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Lisboa Data do Acord\u00e3o: 08-10-2014 Relator: JOSE EDUARDO SAPATEIRO &nbsp; I \u2013 A gest\u00e3o danosa, quando conexionada com a responsabiliza\u00e7\u00e3o pessoal dos 4.\u00ba a 7.\u00ba R\u00e9us, na sua qualidade de s\u00f3cios e\/ou administradores\/gerentes, n\u00e3o pode ou deve ser somente configurada \u00e0 luz da desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, podendo e devendo, em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/337"}],"collection":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=337"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/337\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":338,"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/337\/revisions\/338"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=337"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=337"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parps.pt\/it\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=337"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}